Pregnancy #8

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Quase 3 meses depois, volto - finalmente - a escrever!

Muita coisa aconteceu nestes meses de ausência. Tudo porque, inesperadamente, o Henrique decidiu nascer às 36 semanas.

Na 6ªf dia 5 de Maio, eu deixei de trabalhar e iniciei a minha licença de maternidade. Mais cedo que o planeado, por questões de organização do cliente onde eu estava a trabalhar. 
O que me estava a deixar stressada, porque eu não sabia o que ia fazer tantas semanas em casa à espera que o Henrique nascesse. 

Na 4ªf seguinte, dia 10 de Maio, eu e o pai tínhamos chegado a casa depois da penúltima aula de preparação para o parto. Eram 10 horas da manhã.
Como tínhamos a primeira consulta com o obstetra ao final da manhã, ele tinha tirado a manhã de férias.
Ele estava no sofá ao telemóvel e eu estava sentada à mesa a rever a lista das compras para finalizar as malas da maternidade. A minha e a do bebé.
Ainda não estavam prontas e tinha planeado ir nessa tarde fazer compras e fechar o assunto até ao dia seguinte.

Num momento levanto-me da cadeira e dois metros ao lado sinto um tsunami a cair-me entre as pernas.
Páro repentinamente e lanço um “ohhhhhhh” de total espanto! 
Olho para baixo, olho para ele!
“Já??”
“Será??” 
“Não pode ser!”
“Ainda é cedo!”
“Eu não tive nem tenho dores nenhumas, nem contrações, nem nada!”

Ainda pensei:
"Bem.... pelo menos foi depois de me levantar! Não sujei a cadeira!"
(As nossas cadeiras são cor de creme... E foram caras! Não me apetecia sujá-las!)

Durante uma hora ficámos em casa para perceber o que se estava e ia continuar a passar. E a verdade é que o tsunami continuou.
Uma coisa que aprendemos nas aulas de preparação para o parto, é que quando as contrações começam, devemos aguentar o máximo possível antes de ir para a maternidade. Fazer o máximo de trabalho de parto possível antes de ir.
Mas a partir do momento em que as águas rebentam, deve ir-se logo para a maternidade, pois há o risco de infeções que podem atingir o bebe.
É claro que o meu caso tinha que ser o menos usual possível!
Nunca chegámos a saber o que causou o rebentamento das águas, não tive uma única dor ou contração, mas mal dei entrada na maternidade, já não me deixaram sair.
Não havia volta a dar.
No máximo, no dia seguinte o Henrique teria que nascer.
Pulseira no braço e "este é o seu quarto"!

Esta fotografia foi tirada pelo caminho para a maternidade.

Nós moramos a cerca de 500 metros, por isso fomos tranquilamente a pé, a apanhar Sol.
Estava um dia de Sol espetacular.


Eu tinha uma sessão de fotografia num estúdio profissional agendada para dois dias depois, que já não chegou a acontecer!
Por isso esta é a última e quase única fotografia de grávida que tenho!

Lá diz o ditado:
“Casa de ferreiro, espeto de pau!”

A caminho da maternidade o nosso sentimento era de incerteza.
Sabíamos que se fossem as águas rebentadas, o Henrique teria que nascer, mas ao mesmo tempo precisávamos da confirmação médica para acreditarmos que....

.... a nova aventura estava mesmo a começar!

One Response

  1. Cláudia
    | Reply

    Acho que nem sabia que estavas grávida… se sabia, já nem me lembrava.
    Parabéns de qualquer maneira =)

    Beijocas

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