International Relocation – Part I

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Há uns dias atrás andava a percorrer um dos meus discos externos e dei de caras com as fotografias da nossa mudança de casa de Portugal para França em 2015.
Decidi recordar esta aventura que ainda hoje, quando pensamos nela, nos deixa com o sistema nervoso agitado, tal foi a logística que implicou.
Foram vários meses de preparação, espera e execução.
Apesar de há algum tempo falarmos em mudar de casa (fora da cidade e mais para os lados da montanha), ao mesmo tempo é algo que não temos vontade de dar seguimento, tal foi o choque! 
Como nós não conhecíamos absolutamente nada em França e tínhamos possibilidade de trazer TUDO de Portugal, aproveitámos para carregar a casa às costas!
Primeiro, decidimos recomeçar do zero (literalmente) e comprámos tudo novo para a casa nova: móveis, grandes electrodomésticos, pequenos electrodomésticos, acessórios, recheio da casa, etc! A única coisa que se manteve foram as nossas roupas.
Pelo que durante semanas andámos às compras.
Em Janeiro ele já em França, eu em Portugal.
Reunimos tudo em casa dos meus pais onde, por último, um camião TIR foi carregar tudo e trouxe para França.
No dia seguinte ao camião ter partido da minha terra eu meti-me no avião e lá fui eu ter com ele.
Uns dias depois o camião chegou, foi descarregar tudo entre a casa nova e a garagem, e depois foram dias e dias a abrir caixas, montar, limpar, arrumar e organizar.
Uma pequena nota..... uns dias depois de eu ter chegado a França com todo este cenário à espera, o homem pirou-se durante 2 semanas numa viagem de trabalho para o outro lado do mundo.
Tirando a montagens dos móveis, fiquei entretida com este passatempo!

Querem ver como foi?
Então vamos lá:

Uma mudança de casa internacional, com uma empresa especializada para o efeito, tem algumas técnicas próprias.
Umas semanas antes do carregamento foi uma pessoa lá a casa ver mais ou menos o que tínhamos para carregar.
Nessa altura, eu já tinha encaixotado imensas coisas, numerado caixas com listas para saber o que estava e onde (sou muito organizada, ahaha).
Acontece que o homem disse-me logo: "Não esteja com esse trabalho porque toda e qualquer peça que tenha em casa - até uma esferográfica - tem que passar pelas nossas mãos. Somos nós que embrulhamos tudo e encaixotamos. Nos nossos papéis e nas nossas caixas. São as regras, está na lei e até por uma questão de segurança. Vamos ter que abrir essas caixas todas e mudar para as nossas!"
Conclusão.... tive imenso trabalho para nada!

Nestas duas imagens, estão alguns dos grandes electrodomésticos e algumas coisas encaixotadas e listadas por mim.
Podemos ver um cadeirão de escritório, um escadote, enfeites de Natal, caixas com sapatos, etc! 😀
Muito mais havia espalhado pela garagem e muito mais chegou entretanto.

Quando o homem já estava em França, ficou um mês e meio num hotel e entretanto começou à procura de casa.
Depois, e também de acordo com os móveis que tínhamos comprado, estivemos um mês à espera de um sofá feito por medida e castanho, porque eu insisti que, se os móveis eram castanhos, o sofá não podia ser preto (disponível em loja). Se era para comprar, era para comprar como deve ser e tinha que combinar! 🙂
Depois de planeado, um ou dois dias do sofá estar pronto, veio a empresa carregar tudo!
Pouco depois das 7h da manhã, tocam-me os homens à campainha.
Eram 6. O dia prometia....
Vinham do Porto e numa carrinha com quilos de material para embrulhar tudo o que estava na garagem.
Indiquei-lhes a garagem, onde poderiam circular, os acessos e deixei-os trabalhar.
Todo o dia.
Só lá ia de vez em quando perguntar se era necessário alguma coisa, ou quando eles me chamavam por algum motivo.
Os meus pais foram lá espreitar uma vez... e fugiram logo a seguir!
As imagens seguintes são apenas uma pequeníssima parte!

Ida à loja dos móveis para carregar móveis e sofá:

Ao início da tarde chegou o camião TIR para carregar tudo:
Quando vi aquele monstro a entrar rua dentro, nem quis acreditar! Ocupava metade da rua!
Tenho uns vídeos impressionantes deste monstro a entrar e depois a sair da minha rua.

 

Lá carregaram tudo, selaram o camião e ao final da tarde lá foi ele em direção a França, à nossa nova morada.
No total eram 108 caixas (cento e oito!).
Eu estava preocupada porque havia a possibilidade do camião ser mandado parar pela polícia.
Não temíamos nada pois tudo estava legal e não transportávamos nada de contrabando, mas iria atrasar todo o processo.
Graças a Deus tudo correu como planeado e dois dias depois, lá o camião chegou ao destino.

Quanto à empresa que trabalhou nesta mudança, foram simplesmente impressionantes!
Super profissionais, rápidos, organizados e competentes.
Quando se foram embora nem parecia que tinham passado por ali.
Durante todo o dia foi só papel, plástico e cartão por todo o lado, mas no final do dia deixaram tudo impecável.
Bem sei que são pagos para isso e é o trabalho deles, mas temos que elogiar quando as pessoas merecem.
E eles merecem os melhores elogios!

Não percam as cenas dos próximos episódios..... 😀

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